Injustiça é uma das HQs de DC mais recomendadas para quem está começando — e por um bom motivo: ela se passa fora da continuidade oficial, não exige que você conheça nenhuma outra revista e conta uma história completa, com começo, meio e fim. O problema é que ela foi publicada como quadrinho digital semanal, depois reunida em dezenas de volumes finos, com títulos parecidos ("Ano Um", "Ano Dois"...) e alguns spin-offs que confundem. Este guia coloca tudo em ordem.
Leia na ordem simples: Ano Um → Ano Dois → Ano Três → Ano Quatro → Ano Cinco. Os três primeiros são de Tom Taylor; os dois últimos, de Brian Buccellato. Deixe "Year Zero", "Ground Zero" e "Injustiça 2" para depois, como complemento. Não precisa ter jogado o game — a HQ conta a história completa e se sustenta sozinha.
SPOILER À VISTA
Para explicar a premissa de Injustiça é impossível não revelar o que acontece no primeiro capítulo — um evento que define toda a saga. Este guia também comenta o rumo geral dos cinco "anos". Se você prefere descobrir tudo lendo, pule direto para a seção de edições.
O Que É Injustiça (e Por Que Você Não Precisa Conhecer o Jogo)
Injustiça: Deuses Entre Nós nasceu como HQ-prelúdio do jogo de luta homônimo de 2013. Mas ela cresceu muito além disso: são cinco "anos" de história em quadrinhos, escritos principalmente por Tom Taylor (Ano Um a Ano Três) e depois por Brian Buccellato (Ano Quatro e Ano Cinco), que funcionam perfeitamente como uma saga independente. Você não precisa ter jogado nada. O quadrinho conta a história completa que leva ao cenário do jogo — e é, para a maioria dos leitores, melhor do que o próprio jogo.
Por se passar num universo alternativo, Injustiça é um raro caso de HQ da DC sem pré-requisito nenhum. É um bom primeiro contato com dezenas de personagens da editora de uma vez só.
A Premissa (com o Spoiler Inevitável do Primeiro Capítulo)
O Coringa, com ajuda de um pouco de toxina do medo do Espantalho, engana o Superman e o faz acreditar que está enfrentando o Apocalypse. Superman mata — com as próprias mãos — o que ele pensa ser o inimigo. Só que é Lois Lane, grávida. E o batimento cardíaco dela estava ligado a uma ogiva nuclear que detona e destrói Metrópolis inteira, com milhões de mortos.
Arrasado e sem freios, Superman executa o Coringa e decide que "nunca mais" — a partir de agora ele vai impor a paz mundial pela força, liderando um Regime global de super-heróis. Batman se recusa a aceitar e monta a Insurgência. A saga toda é a escalada dessa guerra civil entre heróis, ano a ano.
FICHA DA OBRA
- Roteiro
- Tom Taylor (Anos Um a Três) e Brian Buccellato (Anos Quatro e Cinco)
- Arte
- Time de desenhistas rotativo
- Editora (BR)
- Panini
- Formato
- Volumes finos de capa cartão (por ano) ou Omnibus de capa dura
- Publicação original
- DC Comics — quadrinho digital semanal, prelúdio do jogo de 2013
- Continuidade
- Universo alternativo, fora da continuidade oficial da DC; história completa e fechada no Ano Cinco
- Indicado para
- Quem quer entrar na DC sem decorar continuidade, reboots e Crises
A troca de roteirista muda um pouco o tom — Taylor é mais focado em drama de personagem e humor pontual; Buccellato fecha as pontas e conduz a saga até o cenário do jogo.
A Ordem de Leitura Recomendada
Injustiça: Deuses Entre Nós, do começo ao fim
- 1
Injustiça: Ano Um (Tom Taylor)
O atentado a Metrópolis, a ruptura entre Superman e Batman e a formação dos dois lados.
- 2
Injustiça: Ano Dois (Tom Taylor)
As Tropas dos Lanternas entram no conflito; Sinestro manipula Superman. Considerado por muitos o melhor ano.
- 3
Injustiça: Ano Três (Tom Taylor)
Entram a magia e o sobrenatural da DC — Constantine, Zatanna, o Espectro, Doutor Destino.
- 4
Injustiça: Ano Quatro (Brian Buccellato)
Os deuses do Olimpo entram na guerra. A escala vira heroísmo contra divindade.
- 5
Injustiça: Ano Cinco (Brian Buccellato)
O golpe final da Insurgência, com o palco montado exatamente para o começo do jogo de 2013.
1. Injustiça: Ano Um
O ponto de partida obrigatório. Cobre o atentado a Metrópolis, a ruptura entre Superman e Batman e a formação dos dois lados. Termina com uma primeira grande batalha e a entrada de um elemento que muda o jogo de poder (os anéis de Sinestro e a chegada de forças de fora da Terra).
2. Injustiça: Ano Dois
O foco vai para o espaço e para as Tropas dos Lanternas: Hal Jordan é seduzido pelo Regime, Guy Gardner resiste, e Sinestro manipula Superman de dentro. É considerado por muitos o melhor "ano" da saga.
3. Injustiça: Ano Três
Entram a magia e os personagens sobrenaturais da DC — Constantine, Zatanna, o Espectro, Doutor Destino. A Insurgência recorre a aliados que o Regime não sabe como combater.
4. Injustiça: Ano Quatro
Os deuses do Olimpo entram no conflito. Buccellato assume e amplia a escala: agora é heroísmo contra divindade. O tom fica mais cósmico e mais brutal.
5. Injustiça: Ano Cinco
O ano final. A Insurgência de Batman finalmente organiza o golpe decisivo contra o Regime, com traições, mortes e o palco montado exatamente para o começo do jogo de 2013. É onde a HQ "encosta" na história do game.
Os Complementos (leia depois, se gostar)
- Injustiça: Ground Zero — reconta os eventos do Ano Um pela perspectiva da Arlequina. Ótimo, mas só faz sentido depois de você já conhecer a linha principal.
- Injustiça: Year Zero — prequela que mostra o mundo antes do atentado, como os heróis operavam e como o Coringa arma o plano. Publicada por último, mas cronologicamente anterior a tudo. Leia depois do Ano Um ou do Ano Dois, para não estragar o impacto da premissa.
- Injustiça 2 — nova série de Tom Taylor que serve de ponte entre o primeiro jogo e o jogo Injustice 2. Continuação natural para quem terminou o Ano Cinco e quer mais.
Precisa Ler Depois do Ano Cinco?
Não. O Ano Cinco entrega um fechamento satisfatório e deixa a história exatamente no ponto em que o jogo começa — você pode parar ali com a sensação de saga completa. Injustiça 2 e os complementos são para quem se apegou ao universo e quer continuar, não obrigações.
As Edições no Brasil: Volumes Finos vs. Omnibus
A Panini publicou Injustiça de duas formas. A primeira foi em encadernados finos de capa cartão, numerados por ano (Ano Um Vol. 1, Ano Um Vol. 2, e assim por diante) — muitos volumes, mais baratos individualmente, bons para quem quer testar a saga sem compromisso. A segunda foi em Omnibus de capa dura, que reúne anos inteiros num só calhamaço, com melhor acabamento e menos lombadas na estante. Se você já sabe que vai ler tudo, o Omnibus sai mais organizado e costuma ter melhor custo por página. Vale entender como o formato Omnibus funciona antes de decidir.
Se seu objetivo é só descobrir se você curte a saga, comece pelo volume fino do Ano Um. Se gostar, migrar para os Omnibus a partir do Ano Dois é uma estratégia comum — você gasta pouco pra testar e investe no formato bom quando já tem certeza.
Vale a Pena? Para Quem É
Injustiça é indicada para:
- Quem quer uma porta de entrada na DC sem precisar decorar continuidade, reboots e Crises.
- Fãs de "e se..." e de conflito moral entre heróis — a premissa é basicamente Guerra Civil levada às últimas consequências.
- Leitores que gostam de um elenco gigante interagindo (praticamente toda a DC aparece em algum momento).
Pode decepcionar quem procura arte autoral marcante (o time de desenhistas rotativo mantém um traço competente, mas padronizado) ou quem não tolera mortes frequentes de personagens queridos — Injustiça mata muita gente, e de propósito.
Perguntas Frequentes Sobre a Ordem de Injustiça
Qual a ordem de leitura de Injustiça: Deuses Entre Nós?
Ano Um, Ano Dois, Ano Três, Ano Quatro e Ano Cinco, nessa ordem. Depois, se gostar: Ground Zero, Year Zero e Injustiça 2. Os Anos Um a Três são de Tom Taylor; os Anos Quatro e Cinco, de Brian Buccellato.
Preciso ter jogado Injustice para ler a HQ?
Não. A HQ conta a história completa que leva ao cenário do jogo e funciona como saga independente. Para a maioria dos leitores, o quadrinho é melhor do que o próprio game.
Preciso conhecer a continuidade da DC?
Não. Injustiça se passa num universo alternativo, sem exigir nenhuma outra revista. É um dos raros casos de HQ da DC sem pré-requisito e um bom primeiro contato com dezenas de personagens de uma vez.
Onde encaixar 'Year Zero' e 'Ground Zero'?
Depois da linha principal. 'Ground Zero' reconta o Ano Um pela perspectiva da Arlequina. 'Year Zero' é prequela — cronologicamente anterior a tudo, mas leia depois do Ano Um ou Dois para não estragar o impacto da premissa.
Preciso ler depois do Ano Cinco?
Não. O Ano Cinco entrega um fechamento satisfatório e deixa a história no ponto exato em que o jogo começa. Injustiça 2 e os complementos são para quem quer continuar, não obrigações.
Veredito Final
Leia na ordem simples: Ano Um → Dois → Três → Quatro → Cinco. Deixe Year Zero, Ground Zero e Injustiça 2 para depois, como complemento. É uma das sagas mais acessíveis da DC moderna e uma das poucas que você pode entregar a alguém que nunca leu quadrinhos com a certeza de que a pessoa não vai ficar perdida.





